Jogos incríveis para a alfabetização matemática

Aprender brincando é uma das melhores formas para crianças fixarem novos conteúdos

18 de maio de 2017 - Por: Redação


Marista_jogos matematica

Há anos professores utilizam jogos e brincadeira na escola para ensinar. Mas porque é tão eficaz? A criança aprende um novo conteúdo enquanto também se diverte. Além de fixar um novo assunto, o estudante desenvolve a capacidade de análise, organização, reflexão e argumentação, aprendendo também a lidar com o ganho e a perda, trabalhar junto com os colegas e respeitar regras.

 

Segundo o professor de matemática Ednei Leite de Araujo do Colégio Marista Paranaense, os jogos são uma estratégia de ensino e uma das tendências da Educação Matemática. “A diversão possibilita a motivação, o desenvolvimento de habilidades e o estímulo do raciocínio lógico, fazendo com que a criança visualize e tenha contato com regras que estarão presentes em diversos conceitos matemáticos”, afirma.

 

POSSO JOGAR COM MEU FILHO?

Pode e deve! De acordo com o profissional, é importante que os pais convidem seus filhos para jogar. Isso cria o hábito de comunicar e trocar ideias, valorizando as estratégias desenvolvidas para atingir o objetivo do jogo. “Não basta apenas deixar que a criança jogue sem fazê-la refletir no raciocínio envolvido no jogo. Logo, na rotina dos filhos, os pais devem jogar com eles”, explica Ednei.

 

COMO SABER SE O JOGO É ADEQUADO?

– Considere a complexidade do jogo.

– Analise como a criança reagirá a ele.

– Exemplos: A Torre de Hanói com 3 pinos e 5 discos, é indicada para crianças de 7 anos ou mais. Já o dominó pode ser jogado com crianças a partir dos 6.

– Está em dúvida? Pergunte ao professor do seu filho!

 

SUGESTÕES DE JOGOS

– Dominó.

– Dama.

– Xadrez.

– Quebra-cabeça.

– Pintando o sete.

– Disco mágico.

– Acerte o alvo.

– Jogo das figuras.

 

 

PARA FAZER EM CASA: JOGO AS DUAS MÃOS

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Fonte: MEC

 

Aprendizagem: Estabelecer relação biunívoca (termo a termo); construir noções do Sistema de Numeração Decimal; identificar a quantidade de dedos das duas mãos como base de agrupamentos de 10.

 

Material: 1 dado comum, cerca de 200 palitos de picolé, cerca de 30 elásticos e 1 tabuleiro com as duas mãos desenhadas para cada participante

 

Número de jogadores: 2 a 5 participantes.

 

Regras: Cada um, na sua vez, lança o dado. A quantidade que aparecer na face superior do dado após seu lançamento, corresponderá ao número de palitos que devem ser recolhidos pelo jogador e colocados no tabuleiro sobre a ilustração que reproduz os dedos das mãos.  Passa a vez para o próximo jogador. Na rodada seguinte, se pega novamente a quantidade de palitos de picolé que sair na jogada do dado, colocando um em cada dedo das mãos do seu tabuleiro, não podendo colocar dois palitos em um mesmo dedo. Os palitos que porventura sobrarem devem ser colocados novamente, em cada um dos dedos. A cada rodada, continua-se colocando um palito em cada dedo, de acordo com os números que saírem no dado. Quando em todos os dedos houver um palito, deve-se recolher os 10 palitos e enlaçá-los com um elástico, formando um grupo com 10 pontos e colocando-o no espaço indicado no tabuleiro. Ganha o jogo quem fizer mais pontos após 10 rodadas.

 

Gostou desse jogo? Tem vários outros neste documento do MEC.

 

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