Escola e família: parceria de sucesso

É assim que deve ser. Para que a vida acadêmica do seu filho seja positiva, é essencial que familiares e instituição de ensino mantenham bom diálogo

8 de dezembro de 2017 - Por: Redação


escola e família

A escola é como a segunda casa da criança. E é por isso que a família deve fazer parte ativamente da rotina acadêmica. Isso não quer dizer que participar das reuniões de pais e das festas seja o suficiente, mas estar por dentro do que acontece no dia a dia do seu filho, conhecer os colaboradores, sugerir melhorias quando necessário e acompanhar a rotina de estudo em casa. “É dialogando e entendendo o processo da família e da escola que encontramos os melhores resultados para o protagonista deste processo, que é o aluno”, afirma Claudia Martins de Souza, coordenadora de Segmento (Ensino Fundamental Anos Finais) do Colégio Marista Paranaense. Tudo isso fará, inclusive, com que a criança se sinta amada. “Quando a família participa, traz a percepção à criança de que seus responsáveis se preocupam com ela e a tem em um lugar de grande estima em suas vidas. Se eu abro mão de algum tempo em minha agenda para estar lá por elas, demonstro o quão importante são para mim. Como sabemos, o oposto do amor é a indiferença e, certamente, os malefícios causados por isso podem afetar diretamente a autoestima de um indivíduo e ter consequências diretas em suas relações futuras”, defende André Miranda Scelza, psicopedagogo do Ensino Médio do Colégio Marista Santa Maria.

 

Como acontece na prática?

Nos Colégios Maristas de Curitiba, há atividades envolvendo as famílias adequadas a cada faixa etária. Para todos os alunos, acontece a Acolhida, momento promovido pela pastoral, no qual famílias e alunos são recebidos no colégio e vivem momentos agradáveis juntos. Há ainda as Aulas Abertas, quando são apresentadas pelas professoras as atividades e os progressos realizados até o momento.

No Período Ampliado, há dias na semana em que as famílias podem almoçar com os alunos, proporcionando um momento de convívio importante na rotina diária. No início do ano há reuniões coletivas, para que sejam apresentadas as propostas de trabalho no ano e diversos momentos de atendimento individualizado para tratar de questões particulares a cada aluno. “Há ainda eventos como a Festa Junina, a Feira de Profissões e a Festa da Família, que possibilitam às famílias participarem ativamente do ambiente escolar e de assuntos importantes para seus filhos”, complementa André Miranda Scelza.

 

Qual o limite?

Participar é uma coisa, interferir é outra. A família pode, sim, fazer sugestões, reclamações e propor mudanças. Mas deve respeitar a posição da escola e acatar as regras impostas – só assim é possível estabelecer uma boa relação. “Ao escolhermos uma escola, estamos concordando com sua metodologia e processos de ensino. Ainda assim, pode haver discordâncias durante o ano letivo e, quando estas ocorrerem, o espaço para o diálogo precisa ser garantido. Família e escola devem caminhar juntas em favor do aluno, mas há uma diferença entre buscar orientações e querer intervir nas ações que são próprias da escola. É preciso confiar no processo pedagógico e na metodologia da instituição, para que o aluno sinta segurança nesta relação e conquiste seus progressos pessoais e acadêmicos”, diz André.

Todos saem ganhando quando é assim: escola, família e, claro, o aluno. “Temos que compreender que o espaço escolar serve para exercitarmos muitas situações que as crianças viverão na sociedade, no mundo real, e elas precisam ser levadas com seriedade, posicionamento. As frustrações, os desentendimentos, as soluções servirão também como momentos formativos e ideais de aprendizagem social e humana”, conclui Claudia Martins.

 

 

 

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