Educação financeira desde cedo

Falar sobre dinheiro com as crianças faz com que elas aprendam sobre responsabilidade e consumo consciente

19 de outubro de 2017 - Por: Redação


Como-ensinar-o-valor-do-dinheiro-para-as-crianças_menor

Qual a melhor forma de criar adultos que saibam planejar-se financeiramente, façam escolhas conscientes e poupem quando necessário? A resposta é ensinar a lidar com o dinheiro desde crianças. “Avaliações feitas em outros países indicam que quanto mais cedo a Educação Financeira é abordada, melhores são os resultados alcançados. Ser uma pessoa financeiramente educada significa ter comportamentos que permitam levar a vida de modo financeiramente saudável”, afirma Flávia Veloso H. Nunes, professora de Matemática do Colégio Marista Santa Maria.

E isso pode ser feito desde cedo: segundo Flávia, a partir dos 3 anos já é possível abordar situações que possam desenvolver o equilíbrio entre consumo e necessidade, bem como planejamentos financeiros para conquista de “sonhos”, como a compra de um brinquedo. “Quando a criança lida com o dinheiro, ela aprende a fazer escolhas mais responsáveis, a enfrentar frustrações, a esperar, a poupar, a planejar ou, até mesmo, a empreender para alcançar uma conquista futura.”

 

EM CASA

Não há um modelo a ser seguido, mas alguns especialistas recomendam que até os 6 anos de idade pode-se dar eventualmente uma quantia para que a criança se familiarize com o uso do dinheiro. A partir dos 7, é possível introduzir a mesada (que pode ser também semanada ou quinzenada). O ideal, ainda, é que a criança seja estimulada a poupar no mínimo 20% para projetos futuros. “O importante é os pais passarem a noção do nível econômico da família e deixar claro que o filho não tem que receber o mesmo valor de mesada que o colega de classe. E também não usar a mesada como moeda de chantagem associada a atitudes e comportamentos, pois, dessa forma, a criança pode associar o dinheiro à punição, podendo, assim, comprometer a saúde financeira no futuro”, orienta a professora do Ensino Fundamental 2.

 

NA ESCOLA

A educação financeira nas escolas pode orientar os alunos no sentido de conhecerem o universo financeiro, possibilitando com isso a sua autonomia em relação às finanças, auxiliando-os no enfrentamento das dificuldades do cotidiano e contribuindo para a melhoria de sua qualidade de vida.

No Colégio Marista Santa Maria, a educação financeira não é um conteúdo específico de uma disciplina, pois há diversas situações abordadas que levam a reflexões sobre cidadania, valores, ética, consumo, orçamento e planejamento.

A partir do 2º ano do Ensino Fundamental as crianças podem comprar lanche na cantina em dias marcados e combinados com a professora. A partir do 3º, a compra é permitida diariamente.

A equipe de Educação Financeira do Santa Maria destaca alguns projetos específicos sobre o tema desenvolvidos na escola em 2017:

 

Projeto da Caderneta de Poupança – Os alunos do 7º ano depositaram dinheiro em poupança bancária no início do ano, analisaram os juros dos rendimentos a cada mês e, no final do ano, vão resgatar o seu dinheiro mais o rendimento. Ao longo do projeto, as crianças se deparam com conceitos associados ao mercado financeiro: poupança, inflação, TR (Taxa Referencial, usada no cálculo de rendimento de vários investimentos, como títulos públicos e caderneta de poupança), desvalorização, inflação, deflação. E aprendem a calcular juros e a estimar valores futuros de investimentos.

 

Projeto Anúncio Publicitário e Educação Financeira – Partindo de um projeto interdisciplinar (Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Matemática), os alunos do 8º ano são estimulados ao empreendedorismo passando pelos processos de confecção de produtos, produção de anúncios publicitários e jingles, venda dos produtos no recreio (em data estabelecida) e, por fim, a contabilização dos gastos e lucros pós-venda.

Related Post



Viverno digital

Loading...