Educação: como é a hora de avançar um degrau

Saiba como funcionam as transições da vida escolar, como da educação infantil para o fundamental e do fundamental para o ensino médio

15 de dezembro de 2017 - Por: Redação


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Cada ano, bimestre ou até dia é um avanço para as crianças na escola. Mas algumas fases representam uma passagem mais significativa, como sair da educação infantil para o ensino fundamental ou depois para o ensino médio. Normalmente, essas transições implicam em mudanças de ambiente físico, número de professores, sistema de avaliação e aí por diante. Como ajudar seu filho nesse processo? O mais importante é o diálogo. Esclareça todas as dúvidas dele, em conjunto com a escola, mostre que mudanças têm seu lado bom e que é sempre possível aprender com elas. Não passe sua ansiedade às crianças, deixe que este seja um momento prazeroso.

A escola é uma aliada neste sentido, desenvolvendo atividades que funcionam como um ritual de passagem e deixam os alunos à vontade com o novo ambiente e desafio. No Colégio Marista Santa Maria é assim desde os pequenos até o ensino médio. Lá, a primeira transição acontece ao final do 1º ano, pois é quando ocorre a mudança de prédio e algumas adequações pedagógicas, como a vivência de trimestres em vez de semestres e a notação numérica em vez de pareceres descritivos para comunicar o processo de aprendizagem. A coordenadora psicopedagógica do Ensino Fundamental 1, Antoniella Polinari, contou para a gente como funciona esse processo. Durante todo o ano, as crianças do 1º ano, que estudam no prédio da Educação Infantil, fazem atividades no ginásio do prédio do “colegião” e também circulam por outros espaços, como biblioteca, pátio, bosque, entre outros. “Também partilhamos temas de projetos que coincidem nos dois segmentos, como o MBP- Meninas com bola no Pé. Neste ano, por exemplo, as meninas do 1º ano participaram de algumas reuniões com as do Ensino Fundamental a fim de trocar ideias sobre experiências com este projeto”, lembra.

No mês de outubro, os pais dos alunos do 1º ano são convidados para uma reunião com a coordenadora do 2º ano. Neste encontro, além de conhecer a equipe pedagógica do EF, as famílias tiram dúvidas sobre a transição entre os segmentos. “Para finalizar, fazemos uma vivência em três tempos: primeiro as professoras do 2 º ano vão até as turmas do 1º para conversar com as crianças, depois os alunos do 1º ano são recebidos pelas crianças do 2º, fazem perguntas, tiram dúvidas, fazem novos amigos. E então, as crianças do 1 º ano passam uma tarde no colegião, fazem compra de lanche nas cantinas, vivenciam o recreio, se apropriam da linguagem do espaço”, diz.

No ensino médio essa transição costuma acontecer de maneira mais tranquila, como conta Sandro Coelho, coordenador psicopedagógico do Ensino Médio do Colégio Marista Santa Maria. “Observamos um ambiente de segurança por parte dos alunos e alunas, bem como professores e professoras acolhendo, em parceria, as necessidades de aprendizagens nesta finalização do Ensino Básico.”

 

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