As crianças no combate ao Aedes aegypti

Como a conscientização das crianças pode ajudar a combater a dengue

19 de maio de 2016 - Por: Redação


Nunca se falou tanto no Aedes aegypti quanto neste ano. O mosquito preocupa principalmente quem tem filhos e mulheres grávidas, que precisam ter cuidados redobrados. Como se não bastasse a dengue, ele transmite também a chikungunya e o zika. Mas como combater o inimigo? A educação é a arma mais poderosa contra essas doenças.

Muitos colégios têm realizado ações especiais para conscientizar os estudantes, como o Marista Paranaense. A escola reuniu um grupo de alunos para fazer uma “blitz da dengue”, na qual procuraram por locais que poderiam ser focos do mosquito. Segundo a professora de Ciências Any de Souza, é preciso aproximar as crianças da realidade. “Elas precisam ver que, se participarem e se ensinarem seus pais, a doença não vai acontecer. É como se os alunos fossem semeadores de ideias, mas na verdade queremos que sejam de ações”, afirma.

DE OLHO NOS SINTOMAS

As doenças transmitidas pelo Aedes ainda causam dúvidas com relação aos sintomas. Segundo a doutora Viviane Dias, infectologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, todas podem causar febre, “na dengue pode durar até sete dias; na zika de um a dois dias; e na chikungunya pode durar três dias”, ensina.

Outros sintomas são manchas na pele, ainda mais evidentes na zika e surgem no primeiro ou segundo dia. Porém, em menor frequência, podem aparecer na dengue a partir do quarto dia, e na chikungunya entre o segundo e quinto dia.

“As dores de cabeça, principal queixa de quem pode estar contaminado, acontecem em todas as doenças, mas é de forma mais intensa na dengue, podendo estar associada à dor atrás dos olhos”, explica a doutora.

CUIDADOS COM OS PEQUENOS

De acordo com a farmacêutica da Cosmética Camila Martins de Oliveira Droszczak, não é indicado aplicar repelente em crianças menores de seis meses, portanto é necessário o uso de mosquiteiros, telas nas janelas e roupas protetoras. Para as mamães antenadas que sempre olham os rótulos, acima dos seis meses de idade é possível utilizar os que forem à base de IR 3535. Já os ativos DEET ou Icaridina não devem ser usados em crianças abaixo de dois anos. Antes de utilizar o repelente, a dica da profissional é ler o rótulo do fabricante e checar as instruções de uso, pois o tempo de proteção de cada um varia conforme seus ativos.



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